09 julho 2010

Consciência

A Consciência, num dia de sol, bateu a minha porta.

Perguntei o que queria de mim, respondeu que queria mostrar-me algumas verdades.

Respondi que conhecia a verdade e não precisava de achismos para me confundir e me fazer infeliz.

A Consciência, por um instante, fitou-me, enrubesceu a face, e em seguida disse, A sua felicidade é inventada por outros, inventam tudo que você não precisa para ser feliz, inventam cores, sabores, e atribuem símbolos que tem mais valores que seus conteúdos, tudo falsidade, a verdadeira alegria está na pureza das coisas como elas são, tudo isso que você tem são frivolidades, para persuadí-lo, e você é um homem bom, não pode contribuir com isso. Depois despediu-se, Até breve caro amigo.
Porém, antes que virasse a esquina de minha casa, perguntou-me o nome, respondi que me chamava Alienado.

3 comentários:

Maurício Canuto disse...

Parabéns!! "Consciência"

jefhcardoso disse...

Elvis, a consciência pegou pesado com o pobre Alienado. Tudo é passa tempo. E o tempo é... bem, deixa pra lá. (sorrio).
Era que o Alienado iria se identificar com o meu texto “Os Namorados”?

Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com . Abraço, Elvis!

José Araújo disse...

Oh, Elvis, este texto já está ultrapassado por voce mesmo (se é que algum dia foste alienado). Mas, gostei. Muito bom. José Araujo.